sábado, 7 de agosto de 2010

A evolução do concurso


Mademoselle Debrette de Leblanc,
personagem do organizador do evento, durante o concurso de 1998.
Ao fundo, de azul, Elke Maravilha.

A história do Miss Brasil Gay começa em 1977, de uma brincadeira, parodiando o concurso Miss Brasil para mulheres. Segundo Chiquinho Mota, na época, a Escola de Samba Juventude Imperial passava por uma crise e, para ajudar a agremiação, ele resolveu fazer uma festa. O evento tornou-se oficial e passou a acontecer todos os anos, sempre em agosto.

Nas três primeiras edições, o concurso tinha uma conotação carnavalesca misturada ao transformismo. As pessoas não torciam para a representante de um determinado estado, até porque as concorrentes eram todas de Juiz de Fora. Torciam para o destaque da sua escola de samba, fosse Juventude Imperial, Real Grandeza ou outra. A partir da década de 80, foram criadas regras para o concurso. Travestis ou pessoas siliconizadas, por exemplo, não podem se inscrever.

O organizador do concurso, Chiquinho Mota, conta que o transformismo surgiu no país a partir do Miss Gay. “O transformista veste-se de bom gosto. Ele busca a estrela que tem dentro de si e se transforma nela em ocasiões especiais. Mitos como Marilyn Monroe só existem porque o mundo gay os cultua”, completa Chiquinho, que tem na personagem Mademoselle Debrette de Leblanc, “a sua estrela”. Leblanc é uma paródia de Maria Augusta Nielsen Socila, mais conhecida como Socila, que coordenava, na década de 70, os cursos mais badalados de etiquetas sociais do país.

Presenças de destaque nacional já estiveram em Juiz de Fora para o evento, como a ex-primeira dama do país, Iolanda Costa e Silva, os atores Gerson Brener e Stephan Necersian, as modelos Luiza Brunet, Ísis de Oliveira e Piná, o estilista Geraldo Sobreira, a atriz Elke Maravilha, a empresária Vera Loyola, entre outros.

A partir do prestígio do Miss Gay, começaram a acontecer concursos estaduais. Hoje as candidatas se inscrevem depois de terem vencido o concurso de seu estado. Para 1999, por exemplo, a Miss Rondônia já enviou pedido de inscrição, que é feita gratuitamente. De acordo com Chiquinho, não há como cobrar taxas extras, já que as misses já arcam com grandes despesas, como passagens, roupas e maquiagens.

Portal ACESSA.com será homenageado com Troféu Cidadania - 10 anos de MGM

Clecius Campos
Repórter
Reprodução do Canal Zona Pink

O Portal ACESSA.com será homenageado pelo Movimento Gay de Minas (MGM), com o Troféu Cidadania - 10 anos de MGM. O portal foi escolhido por ter se destacado na cobertura e no interesse por todas as atividades desenvolvidas pela organização não governamental (ONG), por meio do canal Zona Pink.

De acordo com o diretor do MGM, Marco Trajano, o prêmio é um agradecimento a entidades e pessoas físicas que colaboraram com a história da ONG. "São amigos e órgãos que nos ajudaram no combate à Aids, na luta contra a homofobia e na militância gay."

A diretora administrativa da ACESSA.com, Patrícia Faria, responsável pela primeira cobertura do Miss Brasil Gay em 1998, pontapé inicial para a criação do Zona Pink, agradece pela homenagem. "Realizamos esse trabalho porque temos interesse em dar espaço à divulgação do Rainbow Fest e do Miss Brasil Gay. Sabemos que os organizadores fazem um trabalho sério e a longa duração dos eventos é sinal desse comprometimento."

Patrícia lembra a história do Zona Pink. "A cobertura em 1998 foi feita por mim e uma funcionária que tínhamos no setor financeiro. Fomos para assistir e decidimos escrever um texto e mostrar para os internautas o que tinha acontecido. No dia seguinte à publicação, tínhamos mais de 800 acessos. No ano seguinte, o setor de jornalismo montou uma equipe credenciada, que fez uma cobertura maior, mais profissional. Com o tempo, viramos fonte de consulta sobre o evento e temos muito orgulho dessa credibilidade."

O Portal ACESSA.com é o único veículo de imprensa que receberá o prêmio. O Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais, o Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV) e o decano do movimento gay brasileiro, Luiz Mott, estão entre os homenageados.

O troféu será entregue em um coquetel para convidados na sede do MGM, no dia 13 de agosto, às 19h. A premiação abre as atividades do 13º Juiz de Fora Rainbow Fest, com seminários, palestras, oficinas e atividades culturais, até 15 de agosto.

Ganhadores do Troféu Cidadania - 10 anos de MGM
  • Portal ACESSA.com, pelo canal Zona Pink
  • Departamento Nacional de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde
  • Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa)
  • Unaids (Joint United Nations Program on HIV/AIDS)
  • Movimento Gay da Região das Vertentes, da cidade de São João del Rei
  • Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (Grupo Cellos)
  • Luiz Mott (decano do movimento gay brasileiro)
  • Lívia Maia (jornalista)
  • Marcos Carneiro (ativista do MGM)
  • Aristóteles Rodrigues (psicólogo voluntário do MGM)
  • Fernanda Loyola (psicóloga voluntária do MGM)
  • Tatiana Baldi (psicóloga voluntária do MGM)
  • Lilian Werneck (pela direção e produção da série O Móbile)
  • Lívia Rossi (pela aprovação do primeiro projeto de captação de recursos apresentado pelo MGM ao Ministério da Saúde)
  • Fátima Cleide (senadora pelo PT-RO, relatora do Projeto de Lei 122/2006, pela criminalização da homofobia)
  • Mostarda Propaganda

Memorial apresenta coroa, troféu e fotos do Miss Brasil GayVestidos usados por mademoiselle Debrette de Leblanc dão toque de glamour ao ambiente. Pequena exposição está montada no escritório do evento

Clecius Campos
Repórter
16/7/2010

Quem for até o escritório do Miss Brasil Gay para comprar seu ingresso vai ter uma agradável surpresa. Um memorial criado pela organização do concurso não só enfeita a sala alugada, como traz boas lembranças para aqueles que conhecem a história da festa. O local fica na galeriaConstança Valadares, loja 329, 2º andar.

A tão desejada coroa oficial, a mesma há 33 anos, é parte do memorial. O troféu da Miss Brasil Gay 2010, avaliado em R$ 1.200, também está à mostra. Mas as peças mais interessantes são os vestidos usados por mademoiselle Debrette de Leblanc, personagem de Francisco Mota, o Chiquinho Cabeleireiro, criador e coordenador geral do evento. Cinco roupas desenhadas exclusivamente para suas aparições no concurso fazem parte do memorial.

De acordo com a produtora artística do concurso, Rebecca Feline, os trajes são aqueles pelos quais Chiquinho tem mais carinho. "Apesar do receio de deixar tudo exposto, ele permitiu que fizéssemos o memorial. A ideia é tornar o ambiente atrativo, fazer algo que agrade aos olhos do público." As peças ficam expostas até o dia 14 de agosto, data da realização do Miss Brasil Gay 2010.

Fotos nas paredes são registros dos primeiros concursos, inclusive o de estreia, em 1977, que coroou Soraia Jordão como a transformista mais bela do Brasil. Fotografias mais recentes lembram a eleição da Miss Brasil Gay 2006, Layla Kenn, e da vencedora de 2007, Ianka Ashlen.

Mais registros mostram a influência de mademoiselle Debrette de Leblanc ao lado de celebridades conhecidas nacionalmente. Elke Maravilha, Hans Donner, Valéria Valença, Taís Araújo e Scheila Carvalho são alguns dos famosos que já posaram com mademoiselle.

Cinco atrações estão definidas

Segundo Rebecca, cinco atrações já estão fechadas para o concurso. A drag carioca Kayka Sabatella volta ao evento, depois de uma apresentação que mereceu aplausos de pé em 2009. De Belo Horizonte, Vandera Jones também retorna à festa este ano. Além dessas, Carla Ellen (SP) e Bruna Bee (RJ) também farão shows. Juiz de Fora será representada pela performance de Ivana Scozer.

Segundo Rebecca, as maiores atrações serão as candidatas. "Estive em quase todos os concursos, as candidatas estão lindas. Novamente escolhemos por permitir apenas a entrada de misses eleitas em festas estaduais. Assim o nível sobe e podemos mostrar um grupo seleto de transformistas. Além do mais, a agitação é saudável para todo o país."

Comissão de Frente da Unidos da Tijuca é atração do Miss Brasil Gay 2010

Clecius Campos
Repórter

A Comissão de Frente da Escola de Samba Unidos da Tijuca, campeã do último Carnaval carioca, é uma das atrações do Miss Brasil Gay 2010. O grupo de dançarinos apresentará a coreografia que deixou o público da Marquês de Sapucaí boquiaberto, com os truques de mudança de figurino como passes de mágica. A coreografia é de Bruna Bee.

Salete Campari se juntará à Rebecca Feline para apresentar a tradicional Galeria da Beleza. Fernanda Müller e Paulo Nahal formam o casal que apresenta os desfiles das 27 candidatas. Uma novidade é a presença da drag repórter Lully Fashion.

Kayka Sabatela e Vandera Jones retornam ao evento. Carla Ellen e Ivana Scozer também irão se apresentar. A travesti juizforana Xuxú lançará seu novo CD. De acordo com o consultor administrativo do concurso, Marcelo Carmo, os nomes já anunciados são apenas uma amostra do que está por vir.

Os ingressos para o Miss Brasil Gay 2010 estão à venda no escritório do evento, que funciona de segunda a sexta, das 10h às 19h, e no sábado, das 10h às 14h, na Galeria Constança Valadares, loja 329, Centro, Juiz de Fora. Os ingressos são vendidos por R$ 25 (arquibancada) e R$ 480 (mesa com 4 lugares).

"A procura por mesas está muito boa e a de ingressos individuais aquecendo. Vamos iniciar a campanha publicitária em rádio e televisão esta semana. A população local que lota as arquibancadas costuma comprar quando o evento está mais próximo", diz Marcelo. O Miss Brasil Gay 2010 ocorre no dia 14 de agosto, no Sport Club de Juiz de Fora.

Quem será a Miss Brasil Gay 2010?

Todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal estarão representados no Miss Brasil Gay 2010. O Portal ACESSA.comconfirmou a participação das 27 candidatas no concurso e divulga as fotos de cada uma delas. Com o quadro completo, chegou a sua vez de dar o palpite.
Quem deve ser a Miss Brasil Gay 2009?



























Juiz de Fora é a vitrine gay
do mês de agosto

A partir do próximo dia 9, a cidade mineira mais uma vez ferve com a Rainbow Fest. São seminários, Parada do Orgulho, festas e mais festas e principalmente o mais poderoso concurso de beleza homo, o célebre Miss Brasil Gay.

A 34ª edição da mais importante festa gay do país, o Miss Brasil Gay 2010, vai ser realizada no dia 14 de agosto, no Sport Club de Juiz de Fora. Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal estarão representados neste grande evento de criatividade, beleza, glamour e luxo.


A programação começa na segunda, 09, com palestras e seminários. Na quarta, 11/08, a partir das 19 horas, serão abertos os portões da Cidade Rainbow, no estacionamento do CCBM, com apresentação de DJs e artistas do mundo LGBT.

O passaporte para a Cidade Rainbow, onde rolam os grandes agitos, custa R$ 40,00, com direito a entrada todos os dias. Caso prefira, podem ser adquiridos ingressos individuais. O 1º lote de ingressos e camisetas estão à venda na sede do MGM. Outra novidade anunciada pela organização é a volta do camarote MGM, para quem prefere um close de destaque, com bar e banheiros privativos. A camiseta que dá acesso ao camarote também já pode ser comprada no MGM, por R$ 60,00 para todos os dias.

A 8ª Parada do Orgulho LGBT volta para o sábado e tem concentração tradicionalmente às 12 horas com saída marcada para as 14 horas do Parquem Halfeld. E seu início passa a ser na Praça do Riachuelo. A Parada esse ano terá o desfile dos blocos que ladearão os carros de som. Para participar dos blocos, os interessados poderão adquirir a camiseta que dará acesso à área de segurança, protegida por cordeiros. "Nossa intenção é colorir a avenida com as cores do arco-íris, mais uma inovação que poderá marcar Juiz de Fora como pioneira num modelo de Parada que busca resolver os problemas que vêm surgindo em todo o mundo, notadamente de segurança", completa Brucce.

Serão cinco trios elétricos puxando os blocos e divididos a partir dos grupos de militância que se organizam no MGM: grupo dos adolescentes, grupo das lésbicas, além do carro oficial, o carro do Rei e o carro do MGM-Stomp. Então, corra pra Juiz de Fora e se jogue...